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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A crise das Gerais



Com um futebol dos mais tradicionais no Brasil, Minas Gerais vê seus três clubes da série A mergulhados em uma crise que já faz os torcedores recorrerem à calculadora.

Quando os mineiros olham para a tabela, vêem seus times da zona intermediária para baixo, e com dois deles na zona da degola.

O que estaria acontecendo? Quem são os culpados?

É difícil apontar o fator ou os fatores do fracasso, até então, dos clubes mineiros no campeonato brasileiro, mas enquanto se procuram os culpados, os pontos vão ficando pelo caminho e os objetivos dos três se resumindo em sair da parte de baixo do campeonato.

Quem já algum tempo não passa por essa situação é a raposa, que vem de quatro participações seguidas na libertadores, e outras boas campanhas, mas que esse ano não se acertou. Apontado como um dos favoritos ao título é uma grande decepção, não se acertou dentro e fora de campo, com trocas de comando, vendas de jogadores importantes e outras contusões que minaram o time que apresentava um bom futebol no início do ano. Além de peças importantes que parecem ter esquecido o bom futebol no passado, com briguinhas de vaidade e grupinhos, tornou-se um time altamente previsível, sobrecarregando seu principal jogador, Montillo.

Talvez, o presidente Zezé Perrela, em seu último mandato, e o futuro presidente tenham aprendido que o futebol é dinâmico, e não são campanhas passadas que credenciam ninguém à vôos mais altos.

Faltou planejamento e ousadia.

No Galo, o clube que mais rodadas ficou na zona do rebaixamento, desde o início dos pontos corridos, o que não se pode reclamar é a falta de recursos e investimentos, assim como na temporada passada, e assim como na temporada passada, o problema é como foram empregados.

Com uma parceria forte, o Galo veio com tudo para esse ano, esbanjando dinheiro e prometendo brigar no alto da tabela pelos títulos, mas a realidade é cruel para o alvinegro.

Simplesmente o clube com uma das mais altas folhas salariais do campeonato não consegue sair do Z4 da tabela, o tempo passa, o tempo voa, e as peças não se encaixam, o padrão de jogo não possui um padrão, e o desespero tomou conta da torcida.

A história atleticana mostra que o Galo nunca se deu bem investindo em muitas contratações (alguém lembra da seleGalo de 1994?), mas fez boas campanhas sempre utilizando de sua base formadora de onde saíram tantos e tantos talentos.

Faltou razão e sobrou paixão. Alexandre Kalil tem que aprender a equilibrar o lado gestor com o lado torcedor, e que não adianta ter dinheiro e não saber como aplicá-lo.

O Coelho simplesmente subiu no ano passado, mas continua com time de série B, essa é a verdade.

Um time envelhecido, e com algumas contratações bem abaixo do esperado pelo clube quase centenário. O sonho de seus diretores em disputar uma competição continental em 2012, passa a ser simplesmente permanecer na elite do futebol brasileiro.

O time limitado, até que tem feito boas apresentações, mas a pontuação atual, e as perspectivas vindouras, fazem os aparelhos do CTI estarem ligados 24 horas.

Faltou time.

Minas, não é só de belas montanhas, mas de um belo futebol. É necessário resgatá-lo.

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