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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Por uma Champions League maior

Saudações a todos! Esta semana o presidente do Barcelona, Sandro Rosell, comentou algo muito interessante em uma entrevista para a Al Jazeera: tinha a intenção de levar a cabo um projeto para dobrar o número de clubes participantes na Champions League, diminuindo o número de participantes nos campeonatos nacionais.


Seria uma solução para os campeonatos nacionais da Europa, que sofrem por não terem muitos postulantes ao título. Na Espanha, Portugal, Itália e Inglaterra, normalmente o campeonato é decidido entre os mesmos grandes clubes. Na França e Alemanha às vezes aparece algum outro clube, mas também não foge muito a regra. Não existe nada parecido com o Campeonato Brasileiro, em que os favoritos ao início da competição são uns e quem ganha pode ser outra equipe. Vale lembrar que antes do Brasileirão ser um campeonato de pontos corridos, nenhuma final se repetiu. Fantástico!


Mas além da competitividade, qual o outro motivo? O de sempre, dinheiro. Um jogo contra um rival fraco na Liga Espanhola rende muito pouco para o Barcelona em relação a um jogo contra um adversário fraco da Champions. São proporções diferentes. Fora a análise de mercado. Na Espanha o Barcelona já possui seu público, seus torcedores. E pode atrair mais simpatizantes, vender mais camisetas, seus patrocinadores fazerem mais negócios, quando vão além-fronteiras, em alguns países em que é raro ver um Xavi, Iniesta, Fabregas, sem comentar Messi.


A ideia não é nova. Aliás, já foi posta em prática com sucesso na Europa pelo basquete, que criou a Euroleague, enfraquecendo seus campeonatos nacionais. O resultado foi excelente, criando um campeonato forte que atrai multidões e é comercialmente viável.


O que ganhariam os clubes médios e menores com isso segundo Rosell? Os médios poderão sonhar em disputar o principal torneio de clubes do mundo. Um Aston Villa, Rayo Valecano, Mallorca, Chievo, Atalanta, entre outros poderiam participar com muito mais frequência da Champions. Já para os clubes pequenos o argumento é claro: menos clubes, mais dinheiro da cota de televisão entrando no caixa.


O que vocês acham? Seria uma alternativa para que os clubes europeus continuassem com receitas crescentes e afastassem uma possibilidade de aumentar a crise em que alguns já estão?


Abraço,


Álvaro Ramos Prange


@ramos_alvaro


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